Prefeitura de Pederneiras encerra Agosto Lilás com recorde de público e mobilização pela vida das mulheres
Evento reuniu autoridades, profissionais e população em uma tarde de conscientização, reflexão e fortalecimento da rede de proteção às mulheres
Uma tarde para ouvir, refletir, se emocionar e, principalmente, lembrar que nenhuma mulher deve viver com medo. Assim foi o encerramento do Agosto Lilás em Pederneiras, realizado na última sexta-feira (28), na Câmara Municipal, reunindo um grande público em torno de uma causa que precisa ser de todos.
Promovido pela Prefeitura de Pederneiras, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social e da Casa da Mulher, o encontro encerrou uma programação realizada ao longo de todo o mês, com dinâmicas, atividades interativas, teatro, palestras e caminhada, sempre levando uma mensagem de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
Um destaque especial foi a acessibilidade do evento, que contou com tradução integral em Libras durante toda a programação, realizada pela intérprete Regiane Rodrigues, garantindo que as informações, reflexões e atividades também chegassem à comunidade surda.
Com o tema “Um Laço de Amor, um Símbolo de Luta – A vida começa quando a violência acaba”, a programação mostrou que falar sobre violência contra a mulher também é falar sobre coragem, acolhimento, informação, direitos e, sobretudo, sobre a possibilidade de recomeçar.
A tarde começou com as boas-vindas e a condução do evento pela coordenadora da Casa da Mulher, Simone Rascachi, e seguiu com a participação da secretária municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, Letícia Camargo, que reforçou o compromisso do município com políticas públicas voltadas à proteção e ao atendimento das mulheres.
Um dos momentos da programação foi a caminhada simbólica, realizada com o apoio das Polícias Militar e Civil e da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil, como forma de memória e conscientização diante da violência contra a mulher. A ação reforçou a importância de não permitir que casos de violência sejam tratados com silêncio ou indiferença.
De volta ao plenário, o público conheceu um pouco mais do trabalho desenvolvido pela Casa da Mulher, seus serviços e ações de acolhimento. A reflexão sobre o tema “Um laço de amor, um símbolo de luta” ficou por conta da assistente social da Casa da Mulher, Joice Mathias. Na sequência, a arte também foi utilizada como instrumento de conscientização, com a apresentação da encenação teatral “Além das Correntes Invisíveis”, realizada por Daniella Segato Canato e pela Pastora Aline Monteiro Alves, do Ministério Apostólico Kefas Lavradas.
A história de quem conhece de perto os desafios dessa luta também teve espaço. Glaucia Felisbino, ativista de enfrentamento à violência doméstica, compartilhou sua trajetória e falou sobre força, superação e transformação, deixando uma mensagem de coragem para quem enfrentou ou ainda enfrenta situações de violência.
A importância da rede de segurança também foi destacada durante o encontro. O delegado de Polícia Titular de Pederneiras, doutor Marcelo Idagildo Malinverni que reafirmou o compromisso na proteção das mulheres, e o comandante da 6ª Companhia, Capitão PM Michel Kóllis Prieto, participaram da programação. As policiais militares Cabo PM Gabriela Ynaiara de Souza Rocha, Cabo PM Rosilene Oliveira de Lima e Soldado PM Francini Nathali da Silva apresentaram o trabalho da Cabine Lilás, iniciativa voltada ao atendimento especializado de mulheres vítimas de violência.
Entre informação e reflexão, também houve espaço para integração. A servidora da Secretaria Municipal de Educação Letícia Frascarelli conduziu a Gincana da Bolsa, envolvendo os participantes em uma atividade descontraída e, ao mesmo tempo, educativa.
E foi com uma mensagem de despertar e recomeço que a programação chegou ao seu momento principal. A palestra “Acorda Mulher: O despertar de quem merece viver sem medo”, ministrada por Keila Souza, idealizadora do Acorda Mulher, trouxe ao público temas como identidade, autoestima, autocuidado, coragem e enfrentamento às violências.
O evento contou ainda com a presença dos vereadores Angela Vermelho e João Lino. Representando o Programa OAB Por Elas, estiveram presentes as advogadas Dra. Raine Daniela do Vale e Dra. Vitória Mendonça de Góes Maciel.
Também participou o intercambista mexicano Pepe, que está em Pederneiras pelo Programa de Intercâmbio de Jovens do Rotary. Ele foi acolhido pela presidente do Rotary Club de Pederneiras Pedra de Fogo, Laura Silmara Pedroso Pereira, gestão 2026/2027, e pela conselheira de intercâmbio Valéria Hermoso, que representaram o Rotary na ação promovida pela Prefeitura.
Mais do que encerrar uma campanha, a tarde reforçou uma mensagem que precisa permanecer viva durante todo o ano: a violência contra a mulher não pode ser naturalizada, escondida ou silenciada.
Para a prefeita Ivana, fortalecer a rede de proteção e conscientizar a população são passos fundamentais para transformar a realidade das mulheres.
“Não podemos aceitar que nenhuma mulher viva com medo. Nosso compromisso é fortalecer a proteção, ampliar o acolhimento e trabalhar para que toda mulher saiba que não está sozinha e que pode contar com a rede de apoio.”
A Prefeitura de Pederneiras, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social e da Casa da Mulher, segue trabalhando para oferecer acolhimento, orientação e acesso à rede de proteção, fortalecendo políticas públicas e criando espaços para que as mulheres conheçam seus direitos e saibam que não estão sozinhas.
ONDE BUSCAR AJUDA
Se você ou alguém que conhece está vivendo uma situação de violência, não fique em silêncio. Procure ajuda.
Casa da Mulher de Pederneiras - Espaço de acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção do município, localizada na Avenida Bernardino Flora Furlan-1255, Parque Industrial Toufik Rachid Razuk.
Ligue 180 - Canal nacional de atendimento, orientação e denúncia de violência contra a mulher.
Polícia Militar – 190 - Em situações de emergência ou risco imediato, ligue 190.
A violência não é culpa da vítima. Pedir ajuda é um ato de coragem.
A vida começa quando a violência acaba.